Cidades

Crise na saúde de Iturama: Prefeitura nega irregularidades mas não prova pagamentos

·há 2h·Iturama, MG
Crise na saúde de Iturama: Prefeitura nega irregularidades mas não prova pagamentos
Crise na saúde de Iturama: Prefeitura nega irregularidades mas não prova pagamentos

A gestão da saúde pública em Iturama enfrenta um cenário de incertezas após graves denúncias de atrasos salariais e falta de insumos básicos na rede municipal. Profissionais de saúde e vereadores relatam que médicos estão sem receber há dois meses, além de apontarem a escassez de materiais essenciais, como luvas e medicamentos, e até episódios de interrupção de energia elétrica em unidades de saúde, o que coloca em risco o armazenamento de vacinas.

Em resposta oficial, a Prefeitura de Iturama divulgou uma nota negando qualquer omissão e afirmou ter repassado mais de R$ 12 milhões à Sociedade Brasileira Caminho de Damasco, organização social responsável pela gestão das unidades, entre maio e setembro. Entretanto, o comunicado do Executivo não foi acompanhado de comprovantes bancários ou notas de empenho que atestem a liquidação das dívidas, mantendo as dúvidas sobre a regularidade dos repasses financeiros.

A administração municipal defende que a responsabilidade direta pelos pagamentos e pela manutenção dos serviços é exclusiva da empresa terceirizada. O governo local também classificou as críticas como uso político da situação por parte da oposição e anunciou que um novo processo licitatório já foi realizado para substituir a entidade atual que gerencia a saúde no município.

Enquanto o impasse documental persiste, a população e os servidores continuam relatando dificuldades extremas no cotidiano das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e do Hospital Municipal. A ameaça de paralisação nas escalas de atendimento médico é real, caso os honorários atrasados não sejam quitados imediatamente. A reportagem segue acompanhando os desdobramentos e aguarda a apresentação de documentos comprobatórios por parte da gestão municipal. Com informações de Regionalzão.